Nós temos uma tendência em ver formas em quase tudo — nas nuvens, na água, nas sombras, em pedras e em diversas outras coisas.
Com a arte abstrata também é assim. O nosso olhar busca sentido, tenta reconhecer figuras, padrões, algo familiar.
Mesmo diante de uma tela aparentemente caótica, há sempre uma tentativa de encontrar algo que nos diga: “eu entendo isso”.
Acho essa tendência linda e muito interessante, faz parte da nossa natureza.
O cérebro humano adora conexões, não é?
Ele completa o que falta, sugere caminhos, cria histórias onde não há nenhuma.
Por isso, uma obra abstrata nunca é a mesma para todos, nem para a mesma pessoa em momentos diferentes.
Acho que é isso que torna esse tipo de arte tão fascinante: ela fala sem dizer, e cada um escuta de um jeito.